Matar saudade

Da esquerda para a direita; em pé: Inty (professor-diretor), Luísa B. (Sacristão), Bruno (Diabo), Diego (Jesus), Emanuel (Chicó), Daiana (Compadecida), Natália (Severino), Yago (Major Antônio Moraes), Luísa M. (Dora, mulher do padeiro); agachados: Maria (cabra do Severino), Thiago (padeiro), Rafaella (João Grilo), eu (Bispo) e Mariana (Padre João).
Sábado, Novembro 07, 2009 | | 0 Comments
2º Encontro Regional de Cultura do Oeste Paulista

Confira o cronograma do evento:
9h – Café de recepção, assinatura da lista de presença e apresentação da Instalação Fotográfica pelo fotógrafo prudentino Paulo Miguel
9h30 – Abertura oficial – fala de acolhida – Paulo Brasil e Acácio Rocha
9h40 – Palavra do anfitrião: Prefeito Municipal de Adamantina – Sr. José Francisco Figueiredo Micheloni
9h50 – Palestra Inaugural com a docente Izabel Castanha Gil, Mestra em Metodologia do Ensino de Geografia – Tema: A Formação Histórico-Social do Oeste Paulista e a Construção da Identidade Regional.
10h20 – Evento inaugural: apresentação do espetáculo teatral PALHAÇOS – texto de Timochenco Wehbi – com a Báquicos Cia de Teatro de Adamantina (esse trabalho teve início em uma Oficina de Formação Teatral realizada em Adamantina)
11h30 – Intervalo para o almoço (LIVRE) – Endereço Sugerido: Restaurante Cartola – Av. Cap. José Antonio de Oliveira, 454 – Centro – tel. (18) 3521 – 1412 – Custo por refeição: R$ 13,00 (self-service 30 pratos + churrasco + sobremesa)
13h00 – Evento de reabertura dos trabalhos – Pocket Show “Nossa Colcha de Retalhos, a Formação da Cultura Popular da Nossa Terra” – apresentação de Bill Duque do município de Presidente Epitácio.
13h30 – Composição da mesa
13h45 – Pronunciamento do Secretário Municipal de Cultura Sr. Acácio Rocha – Entrega da “Carta de Adamantina”
14h05 – Pronunciamento do Sr. Lorenzo Mammi – Diretor Executivo da ASSAOC – SP
14h25 – Pronunciamento da Sra. Beatriz Matta – Diretora de Desenvolvimento Institucional – ASSAOC - SP
14h35 – Pronunciamento da Sra. Celeni Moraes de Sousa – Diretora Financeira – ASSAOC - SP
14h45 – Pronunciamento da Sra. Mônica Honma – Gerente de Acompanhamento e Avaliação – ASSAOC - SP
14h55 – Pronunciamento da Sra. Marília Bonas – Gerente Técnica – ASSAOC - SP
15h05 – Pronunciamento da Sra. Carla de Almeida Carvalho, Coordenadora da UFC da Secretaria de Estado da Cultura
15h25 às 16h30 – Espaço reservado para apresentação de propostas e perguntas dos participantes*
16h30 – Encerramento – Agradecimentos e considerações finais – Paulo Brasil e Acácio Rocha
*Solicitamos que os interessados em participar com apresentação de propostas ou perguntas se inscrevam no momento de assinatura da lista de presença e aguardem a chamada. Dessa forma, a partir do número de inscritos, buscaremos a melhor distribuição do tempo entre os interessados.
Sexta-feira, Novembro 06, 2009 | Marcadores: agenda cultural | 0 Comments
Ser solteiro
Mas eu ando bem, eu nunca gripo
Não to com febre, to very good
Só eu mesmo faço meu tipo
Tenho kit de automassagem
Tenho livro de auto-ajuda
Viajo com uma só passagem
Meu modus vivendi ninguém muda
Se eu olhar pra uma gostosa
Ninguém vai fazer escândalo
Ninguém vai olhar pro meu quarto
E dizer que eu sou um vândalo
Solto todos gases que quero
Tiro meleca do meu nariz
Se eu chegar tarde eu mesmo me espero
Ai como eu me faço feliz
Quem me faz aquele cafuné
Sou eu, sou eu, sou eu, sou eu
Quem me faz aquele café
Sou eu, sou eu, sou eu, sou eu
Quem paga meu aluguel
Sou eu, sou eu, sou eu, sou eu
Quem pega no meu pé
Sou eu, sou eu, sou eu, sou eu
Quem pega na minha mão
Sou eu, sou eu, sou eu, sou eu
Quem me canta uma canção
Sou eu, sou eu, sou eu, sou eu
Quem recebe minha comissão
Sou eu, sou eu, sou eu, sou eu
O dono do meu coração
Sou eu, sou eu, sou eu, sou eu
Terça-feira, Novembro 03, 2009 | | 0 Comments
Comunidade do Musicíssima no Orkut
Pessoas!
Agora o Musicíssima tem uma comunidade no Orkut. Além de divulgar o blog, será um espaço para divulgação de eventos culturais do interior de São Paulo. Participem: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=95602997 - Musicíssima
Segunda-feira, Novembro 02, 2009 | | 1 Comments
Muitos homens nascem larvas, crescem larvas, morrem larvas.
E em seus larvários sectários, são devorados por outras larvas menores que eles próprios.
Não deixam nada além de um vazio ocupado por lagartos.
Paulo Brasil, outubro de 2009.
Quarta-feira, Outubro 28, 2009 | | 0 Comments
Playing for change
Ontem à noite, assistindo à MTV, por acaso, vejo músicos de rua de vários países cantando "Stand by me". Aqueles talentos nascidos na alma, as vozes negras afinadas e fortes, a imagem deles, todo o conjunto me emocionou. O "clipe" faz parte do projeto Playing for Change. Assista e depois leia a matéria:
Terça-feira, Outubro 27, 2009 | | 0 Comments
Astronauta Libertado
Depois de “Fabricando Tom Zé”, do brasileiro Decio Matos Jr, ganhamos de presente mais um documentário sobre ele: “Tom Zé – Astronauta Libertado”, dirigido por um espanhol. Ígor Iglesias González reuniu algumas imagens de arquivo, cenas do cotidiano do músico e depoimentos de Zé Miguel Wisnik, Luiz Tatit, Rita Lee, Julio Medaglia e Neusa Martins, esposa de Tom Zé.
A primeira exibição aconteceu sábado, dia 24/10, na Mostra de Cinema de São Paulo. Mas quem não viu, ainda pode ver, nos seguintes dias e locais:
- 27/10, 19h50, no Cinema da Vila (Rua Fradique Coutinho, 361)
- 30/10, 21h10, no Espaço Unibanco Pompéia 10
- 31/10, 12h, Cine Bombril Sala 1
Tô doidíssima pra ver. Pena que é só em São Paulo. Mas eu vejo, ah, se vejo!
Segunda-feira, Outubro 26, 2009 | | 0 Comments
Lenine na telona
Amanhã acontece a premiére do documentário "Continuação", sobre Lenine, dirigido por Rodrigo Pinto. Será às às 19h40, no cinema Unibanco Arteplex 2 (Rua Frei Caneca, 569 - 3º piso, Consolação, em SP).
Veja o trailer:
Leia o release do filme, escrito pelo jornalista Leonardo Lichote:
"Em meio à recente enxurrada de documentários musicais brasileiros, “Continuação” marca sua originalidade desde os primeiros minutos. Alternam-se de forma livre cenas de Lenine em estúdio, no palco, em camarins, na estrada, em casa – imagens nas quais se revelam apenas fragmentos de sentidos, que são desvelados ao longo do filme, delicada e profundamente, construindo um mosaico maior que a música, o artista, o disco.
Porque “Continuação” não é sobre Lenine. Ou não só. Em seu longa-metragem de estreia, Rodrigo Pinto acompanha a feitura de um disco – no caso “Labiata”, lançado em 2008 – para falar de processos. A passagem do tempo (sejam minutos, sejam anos) e seus efeitos. “Amor, a morte, a continuação”, como Lenine canta no último verso de “Labiata”, de onde o diretor pinçou o nome de seu filme.
Captado ao longo de nove meses entre Rio, Araras, Recife e Wiltshire (Inglaterra), “Continuação” flagra a espontaneidade e o planejamento que envolve o trabalho de estúdio, reuniões para a escolha do conceito da capa, e a precupacao do artista em chegar a seu publico da forma mais acessivel ... Fornece, assim, um panorama – informativo, mas sem didatismo – das questões relacionadas à gravação de um álbum hoje, 2009, século 21. Um momento no qual a cultura analógica faz esquina com a digital - e é a partir dessa esquina que Lenine e Pinto falam.
- Acabou (na música) aquele negócio de um falar para milhões – diz Lenine a certa altura do filme. – Agora são milhares falando para milhares.
Ao avaliar seu filme, o diretor aproveita o mote:
- Esse movimento de milhares falando para milhares, claramente presente na música, está se afirmando fortemente agora no cinema. Este filme é um exemplo. Todo o material foi captado por apenas uma câmera, o orçamento não chegou a R$ 100 mil.
Em meio à labuta de “Labiata”, o filme traça supostas digressões, duas delas especialmente marcantes. Uma é a de Lenine lembrando o impacto em sua infância de dois discos de vinil, um de Dorival Caymmi (“Canções praieiras”), outro de Ary Lobo (“Último pau de arara”). A segunda é uma ida do compositor à casa de seus pais. O “supostas” usado acima se deve ao fato de ambas terem relação direta com os temas abordados no filme. A primeira dialoga com a afirmação do bom e velho conceito de álbum que (por um viés contemporâneo, sem saudosismo) Lenine busca em sua carreira e mais especificamente, em “Labiata” – lançado, não por acaso, nos formatos CD e vinil. Já a visita aos pais ecoa na cena de Lenine gravando com seus três filhos - novamente não por acaso, a música é exatamente “Continuação”.
- Queria fazer um filme mais Cinema Verdade, usando câmera direta, fugindo do formato de entrevistas – explica Rodrigo. – Ou seja, em vez de um documentário sobre o passado, algo consolidado, escolhi uma abordagem não retrospectiva. “Continuação” tem, sim, algo de biográfico. Mas em boa parte do tempo, o assunto tratado ali é o futuro".
Fonte: http://www.lenine.com.br/
Sexta-feira, Outubro 23, 2009 | Marcadores: cinema, matérias | 0 Comments
Cinebiografia “Nowhere Boy” conta a adolescência de John Lennon
A vida ou a carreira do ex-Beatles John Lennon já foram tema de inúmeros filmes e especiais como “Across the Universe” e “A Hard Day’s Night”, só para citar alguns. E no próximo dia 29 mais um título passará a integrar a já extensa lista. Quinta-feira, Outubro 22, 2009 | Marcadores: cinema, matérias, música | 0 Comments
Aiaiai...
Quinta-feira, Outubro 22, 2009 | Marcadores: matérias | 0 Comments
Sec. de Cultura do Estado recebe inscrições para edital de gravação de disco inédito até dia 4 de novembro
"A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA torna público o CONCURSO que fará realizar visando à seleção de projetos de GRAVAÇÃO DE DISCO INÉDITO NO ESTADO DE SÃO PAULO para apoio cultural, com observância na Lei Federal nº 8.666 de 21 de junho de 1993, Lei Federal nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 (Lei de Direitos Autorais), no que couber, na Lei Estadual nº 6.544, de 22 de novembro de 1989, e alterações posteriores, Lei Estadual nº 12.268, de 20 de fevereiro de 2006, bem como toda a legislação complementar relacionada ao ProAC, e em conformidade com as condições e exigências estabelecidas neste Edital e seus anexos." - www.cultura.sp.gov.br
EDITAL
Quarta-feira, Outubro 21, 2009 | | 0 Comments
Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo abre edital para publicação de livros
Serão escolhidos 35 projetos nos gêneros coletânea de contos, poesia, romance e novela
Fonte: http://www.saopaulo.sp.gov.br/
A Secretaria da Cultura abre seleção de projetos para o edital de Publicação de Livros. Serão escolhidos 35 projetos que contemplem a publicação de livro inédito de ficção, nos gêneros: coletânea de contos, poesia, romance e novela. Os trabalhos selecionados receberão prêmio de R$ 15 mil cada. O valor máximo de apoio aos projetos selecionados será de R$ 525 mil.
Os interessados poderão se inscrever até o dia 1º de dezembro deste ano e o proponente deverá ser o autor da obra. Os projetos deverão ser entregues pessoalmente ou encaminhado Via Postal com Aviso de Recebimento (AR) ou SEDEX com A.R para o Núcleo de Protocolo e Expedição da Secretaria de Estado da Cultura. O endereço é Rua Mauá, nº51, Bairro Luz, São Paulo - SP, CEP: 01028-900.
Confira o EDITAL AQUI
Quarta-feira, Outubro 21, 2009 | Marcadores: Literatura, matérias | 0 Comments
Biografia de Wilson Simonal chega às lojas este mês
Sexta-feira, Outubro 16, 2009 | | 1 Comments
Pirataria e direitos autorais
Pirataria dá mais dinheiro a ganhar aos detentores de direitos do que downloads legais
Fonte: Music News (http://www.musicnews.art.br/) - 13/10/2009
Por Miguel Caetano - Remixture - Portugal
Eu sempre desconfiei que as editoras discográficas e os outros detentores de direitos viam na pirataria uma máquina de fazer dinheiro sem muito esforço através da extorsão de indemnizações aos partilhadores. Não sabia era até que ponto é que este “negócio” é mais lucrativo do que o dos downloads legais
A minha curiosidade foi satisfeita graças a uma apresentação recente da DigiRights Solutions em que esta empresa alemã especializada no combate à pirataria revela que as indústrias de entretenimento podem ganhar até 150 vez mais com os downloads não autorizados do que com as músicas comercializadas em lojas online como a do iTunes ou a da Amazon.
Os métodos de detecção utilizados pela DigiRights são bastante semelhantes aos empregues por outras organizações de anti-pirataria como a DigiProtect ou a LogiStep: depois de obterem os endereços dos alegados infractores, os anti-piratas enviam a cada um uma carta ameaçando-os com um processo judicial caso não pagarem a indemnização e os juros exigidos equivalentes a um valor de várias centenas de euros por cada infracção.
No caso da DigiRights, normalmente os seus funcionários enviam emails aos internautas acusados de descarregarem ficheiros protegidos por direitos de autor de modo a que estes paguem 450 euros por ficheiro. Desse montante, 80 por cento vai para o seu próprio bolso. A companhia explica que esta comissão elevadíssima destina-se a pagar várias despesas técnicas, administrativas e jurídicas. Tendo em conta que o restante vai para os detentores de direitos, estes acabam por receber 90 euros por cada indemnização.
Apesar deste desequílibrio, a DigiRights argumenta que o negócio até acaba por ser bastante lucrativo para os detentores de direito. E o que é facto é que esses 90 euros são um valor bastante superior aos 60 cêntimos que os detentores de direitos recebem por cada download legal vendido a 99 cêntimos no iTunes. Contas feitas, a venda legal de música acaba por ser 150 vezes menos rentável que a pirataria.
É claro que nem todos os partilhadores intimados acabam por pagar mas mesmo assim a DigiRights assegura que os que pagam representam 25 por cento do total de notificados. Dito de outra forma, uma média de um em cada quatro opta por pagar sem sequer protestar – nada mau!
Partindo do princípio de que em cada mês a DigiRights consegue identificar e notificar cinco mil internautas – de acordo com os seus próprios dados -, e que 25 por cento pagam 450 euros, sendo que 90 vão para os titulares de direitos, estes últimos necessitariam de vender cerca de 150 mil músicas para atingirem o mesmo nível de rentabilidade. Ora, na Alemanha 150 mil corresponde precisamente ao número de vendas que um álbum necessita para chegar a disco de ouro.
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Sexta-feira, Outubro 16, 2009 | | 0 Comments
Revista Presenza
Foi lançana hoje pela manhã a Revista Presenza. De acordo com os idealizadores, Ariéle Guimarães e Ismael Medeiros, a revista tem o objetivo de apresentar um novo conceito no segmento social, com o diferencial de oferecer conteúdo e informação de fácil compreensão, além de design moderno.
Quinta-feira, Outubro 15, 2009 | | 1 Comments
Leminski em foco

Fonte: http://revistacult.uol.com.br/ - Por Eduardo Fonseca
Está aberta no Itaú Cultural a terceira edição do projeto Ocupação. O destaque da vez é o escritor curitibano Paulo Leminski (1944-1989), ele e as suas múltiplas facetas. Leminski, segundo o curador da mostra, Ademir Assunção, conseguiu catalisar diversas influências em seus escritos. "Ele era um intelectual que sabia grego, latim, francês, inglês, mas era também um boêmio que se interessava por Rolling Stones", conta. E é justamente essa multiplicidade a espinha dorsal da exposição batizada de Paulo Leminski: Vinte Anos em Outras Esferas.
Além do caráter múltiplo, outro grande destaque da mostra é a presença de material inédito que há muitos anos está guardado pela família do poeta em 18 caixas azuis de plástico. "Nelas, encontramos de tudo: recortes, matérias publicadas e, até mesmo, poemas desconhecidos que foram datilografados, recortados e colados em cadernos escolares", revela Assunção. E foi precisamente em um desses cadernos que o curador se viu diante do manuscrito de Catatau, uma prosa experimental, lançada em 1975, que muitos consideram a obra máxima do autor que se auto-denominava A Besta dos Pinheirais.Meta
O público estará em contato ainda com um autor que, mesmo duas décadas após sua morte, se encontra vivo principalmente entre os jovens. "A intelectualidade acadêmica tradicional até hoje não sabe onde colocar o Leminski", comenta o curador, apontando em seguida que a fama do poeta é sustentada principalmente pela nova geração. "Ainda escutamos críticas dizendo que ele era um escritor menor. Acontece que os novos leitores e escritores são muito influenciados por ele", reitera Assunção.
Uma vez que quase não se encontram novas edições da obra de Leminski nas livrarias, a exposição, além de divulgar o nome do escritor, tem uma meta ainda mais ambiciosa: "O coroamento dessa mostra seria, ao seu final, realizarmos o anúncio do relançamento de suas obras completas", comenta Assunção. Algo que ainda não aconteceu, segundo afirma, devido a questões contratuais.
Ocupação Paulo Leminski
Onde: Itaú Cultural
Quando: terça a sexta-feira, das 10h às 21h, até o dia 8 de novembro
Mais informações no site http://itaucultural.org.br/ocupacao
Terça-feira, Outubro 13, 2009 | Marcadores: Literatura, matérias | 1 Comments
LANÇAMENTOS
O grupo Mawaca, especializado em cantar nas mais diversas línguas do mundo, volta-se agora para o Brasil com o CD Rupestres Sonoros, que chegou em menos de dois meses ao quarto lugar no World Music Charts da Europa, um ranking de grande respeito do que se toca nas rádios européias. O álbum Rupestres Sonoros revela uma curiosa relação entre as pinturas rupestres e as músicas indígenas, numa pesquisa multidisciplinar que reúne muito do que tem sido pesquisado desde 1993 por Magda Pucci, diretora musical, arranjadora, pesquisadora e cantora do grupo.Neste projeto, o Mawaca se envereda por uma arqueologia musical em torno de imagens ancestrais grafadas nas pedras entendendo que o homem pré-histórico brasileiro foi o índio que dança, faz seus rituais, participa de festas, caça, bebe chicha, ama, pinta seu corpo com urucum, reporta-se aos espíritos do céu, do ar e da terra e adorna-se com colares e cocares.
O novo espetáculo do Mawaca apresenta arranjos arrojados sobre canções dos índios Suruí de Rondôni); dos Kayapó do Xingu; dos Wari do Guaporé; dos Kaxinawá do Acre, dos Txucarramãe do Xingu entre outras. Assim, o grupo mostra parte da enorme diversidade musical dos povos indígenas, pouco conhecida do público brasileiro. “Escolhi canções que me chamavam a atenção pela raridade melódica, pela lindeza da língua, pelo ritmo inusitado; o oposto que um antropólogo faria talvez, porque fui atrás das músicas que são exceções e não as mais características” - comenta Magda.
Para quem acredita que o show terá canções muito parecidas entre si, engana-se. Rupestres Sonoros apresenta uma diversidade sonora impressionante com rítmicas variadas e diversas nuances vocais não apenas musicais, mas pelas línguas ali presentes. “Esses 400 povos que vivem aqui no Brasil falam aproximadamente 180 línguas diferentes. Dessas cantamos umas 6 línguas fora as que o Kadosch pesquisou para compor a música de abertura do show. Por si só, os nomes dos povos indígenas do Guaporé e do Xingu já garantem uma rítmica interessantíssima, resulta em música - conta Magda.
SOBRE O MAWACA
O MAWACA é um grupo que pesquisa e recria a música das mais diversas partes do globo. É formado por um grupo vocal e um grupo instrumental formado por acordeom, cello, flauta, saxes, baixo, além de percussões do mundo todo. Nos 6 CDs produzidos, o Mawaca passeia por um repertório em mais de 15 línguas, com músicas de tradições díspares como a japonesa e a irlandesa; de países tão distantes entre si como Finlândia e México, Oriente Médio e Indonésia, regiões diferentes como África Central e Península Ibérica.Mais informações sobre o grupo no site http://www.mawaca.com.br/
O CD pode ser encontrado no site da Azul Music
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Maria Bethânia do amor e da fé
Cantora volta a lançar dois discos simultâneos com temas distintos que se tocam
Fonte: http://www2.uol.com.br/ziriguidum
por Beto Feitosa
Os rios passam, as marés mudam. Novas estações e Maria Bethânia volta a lançar dois CDs simultâneos, trabalhos distintos que abordam assuntos diferentes mas se completam. Em Tua, lançado pela Biscoito Fino, são as eternas canções de amor que guiam o canto maduro de Bethânia; enquanto em Encantadeira, por seu selo Quitanta, é a mulher religiosa quem louva seus deuses-orixás. Bethânia encara os dois assuntos de forma ampla com visão aberta.
Desde que abriu mão da estrutura das companhias multinacionais para gozar a liberdade em uma gravadora que foca seu repertório na melhor música brasileira, Bethânia vem retratando seu país com total liberdade. Seus discos hoje são totalmente autorais, a cantora tem a autonomia artística sonhada por muitos anos. Nesse ambiente sua produção intensificou. "Minha fome por cantar é grande. Nasci para isso. Se eu pudesse faria dez discos de uma vez. Sou intérprete, não sei fazer outra coisa", arremata Bethânia em entrevista coletiva que reuniu jornalistas de todo o país na Gafieira Estudantina, no Rio.
Nesses novos trabalhos Bethânia segue a devoção de seu
canto. "Não separo um disco do outro", explica. "Um tem canções com ritmos e letras elaboradas amorosamente. O outro festeja e louva tudo". "O amor devoto é imprescindível. Eu não quero ficar de longe de nenhuma espécie de amor, quero ficar bem envolvidinha", revela Bethânia amarrando os dois lançamentos.
Juntos os dois discos somam pouco mais de 70 minutos de duração em 22 faixas. Dessas, nada menos que sete levam assinatura do compositor baiano Roque Ferreira, a quem Roberta Sá pretende dedicar o repertório de seu próximo trabalho. Cheia de elogios para o amigo ("Roque é um dos grandes compositores do Brasil"), Bethânia conta: "Ele mandou nove músicas inéditas, fiquei louca por todas. Uma semana depois mandou outro CD com mais oito, e ainda um terceiro com mais cinco", espanta-se. Quem também abasteceu Bethânia com inéditas foi o compositor Paulo César Pinheiro. "Paulinho também é pródigo, me mandou um disco com 15 inéditas. Quase morri", brinca.
Com arranjos elaborados que dão ares de jazz, o amor de Tua é batizado pela forte composição inédita de Adriana Calcanhoto. O disco também traz parceria de Jorge Vercillo e J.Velloso em O que eu não conheço, além de Arnaldo Antunes e César Mendes com Até o fim. Flertando com outros talentos de gerações mais recentes, Bethânia divide microfone com Lenine na belíssima Saudade, parceria de Chico César e Paulinho Moska que também ganha participação do acordeon de Toninho Ferragutti. Em Encanteira, abre espaço para canções que ganhou de Vander Lee (Estrela) e Vanessa da Mata (Ê senhora).
Sou iluminada", celebra em Feita na Bahia faixa do CD Encanteira, disco cheio de afirmações, bênçãos e axé: "Os tambores sagrados bateram pra mim". É um trabalho de ritmos mais alegres, com clima de festa. "Os santos gostam de festa", revela Bethânia na entrevista. "Deixo nessa casa minha luz", canta na faixa-título desse álbum, composta por Paulo César Pinheiro . A louvação religiosa de Bethânia ainda estende aos colegas tropicalistas quando convida Caetano Veloso e Gilberto Gil para cantar Saudade dela, composição de Roberto Menedes e Nizaldo Costa sobre Dona Edith do Prato. "Ela se foi / Fiquei sem ela".
A escolha da histórica Gafieira Estudantina não foi em vão. Bethânia quis agradecer a homenagem que recebeu da casa, que batizou seu palco com o nome da cantora. "Isso é muito grande pra mim", celebra humilde. "Sou uma menina do interior da Bahia, e no Rio de Janeiro tem uma casa com a tradição da Estudantina com o palco com o meu nome. Isso me deixa muito comovida", revela e reverencia sob olhar atento dos funcionários da casa que, orgulhosos, pararam suas funções nos escritórios para ouvir a estrela. Pouco depois Bethânia seria aplaudida no palco que leva seu nome. A cantora, que escolheu comemorar os lançamentos assistindo a uma apresentação da Orquestra Portátil de Música, subiu ao palco para cantar com eles Encanteira, repetindo a dobradinha do disco. A princípio um pouco apreensiva com a letra, que confessou não ter decorado, Bethânia se soltou com a energia de sempre. Alguma coisa acontece quando ela canta e a mágica sempre funciona.
Em tempos de revisões Maria Bethânia propõe o luxo de dois trabalhos com grande parte de músicas inéditas. Composições garimpadas ou encomendadas a colegas, que escreveram para seu canto sofisticado e nobre. O tempo de Bethânia passa alheio a regras de mercado, sua arte é soberana. Os amores e devoções de Bethânia são dos mais nobres, refletindo na grandiosidade de Tua e Encanteira.
Terça-feira, Outubro 13, 2009 | Marcadores: matérias, música | 0 Comments




